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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Os brasões


Em O Rei Adulto, os brasões dos reinos infantis representam traços adicionais da cultura de cada povo. Mesmo seus formatos diversos não são aleatórios: a maioria se baseia em formatos tradicionais da heráldica europeia.

Foram criados em 1997, quando comecei a sentir necessidade de referenciar-me à história e aos símbolos nacionais dos reinos infantis:

No peito, tinha um medalhão com o brasão de Baltar; no broquel, levava seu próprio brasão cinzelado: em campo azul, um unicórnio dourado. O azul era a cor da Ordem dos Cavaleiros de Baltar, e o unicórnio era símbolo do Tamatich, cujo direito de uso lhe fora concedido após a Grande Busca. (O Rei Adulto, Cap. 4.)

Vôlmer entregou a Wáldron um pequeno bastão de madeira, pintado em faixas alternadas de vermelho e branco, que eram as cores oficiais da Macebólia. Nas pontas havia um barbante dourado enrolado e colado na madeira, para dar ao bastão um toque especial. Wáldron ficou olhando meio perplexo para o bastão. Aquilo era um cabo de vassoura que eles mesmos tinham cortado e pintado! Ao menos, imaginação tinham de sobra... (O Rei Adulto, Cap. 19.)

Sendo o Tamatich o reino mais tradicional e conservador, seu escudo tem o formato ogival ou português primitivo (também chamado francês medieval). Teres e Landau usam o formato português clássico (ou ibérico), de fundo arredondado. Nota-se ainda, no brasão de Landau, uma similaridade com brasões municipais brasileiros, com suportes e divisa, posto que Landau é a única república em meio às monarquias. Guaipur usa um escudo com formato inglês, que se liga à sua preferência por aventura marinheira --- sendo a Inglaterra uma ilha, sua expansão sempre dependeu de uma marinha forte. A Macebólia usa um formato de escudo alemão, coerente com outros traços de sua cultura. Eix usa um escudo praticamente quadrado, devido à mania de seu povo em ver o mundo em caixinhas... Já Ístar escolheu uma pipa, que exalta as diversas pipas altaneiras em seus céus, bem como os valores rueiros de seu povo.

Abaixo, informações mais específicas de cada escudo.


Tamatich. Escudo ogival (português primitivo), talhado de verde e vermelho, com um unicórnio dourado saltante sobreposto. O vermelho representa o antigo reino de Tamma, enquanto o verde representa o antigo reino de Ticch; de sua união surgiu o Tamatich. O unicórnio dourado marca sua profunda ligação com os contos de fada, cavalaria e fantasia.
Teres. Escudo português clássico, esquartelado, com borda branca. A pala xadrezada faz referência às Guerras do Alimão, quando Teres conquistou diversos reinos vizinhos. A cruz pátea representa, na verdade, como Teres se vê: no centro das rotas que partem para o norte, o sul, o leste e o oeste (o que não é bem verdade, pois é o reino mais isolado...).

Laundau. Escudo português clássico, cortado em ponta, vermelho e amarelo, com uma banda vermelha cozida à ponta, suportes e divisa. No franco quartil, uma enxada e um ancinho amarelos cruzados em aspas, símbolo do trabalho que dignifica o campesino. Os três besantes (círculos) dourados da banda inferior representam as primeiras províncias landaucas. A divisa traz o famoso lema da revolução: Coniunctus Populus Nunquam Vincetur (O povo unido jamais será vencido), euforicamente bradado durante a queda da monarquia após a Guerra das Águas.
Guaipur. Escudo inglês, azul com ondas em amarelo, carregando um navio visto de popa e um sol poente alaranjado em abismo (ao fundo). O navio, sol e ondas representam a paixão guaipurina pela aventura no mar.
Macebólia. Escudo alemão branco, com um repouso de lança à direita, terçado em contrabanda vermelha, carregada de quatro torres marrons, com uma flor de lis preta no cantão esquerdo da ponta. É o único dos escudos que usa um timbre: a árvore frondosa, que representa a floresta de Grínkor. As torres da contrabanda representam os quatro reinos que se uniram para formar a Macebólia, enquanto a flor de Lis é o símbolo de sua capital Lyrnyra.
Ístar. Escudo em forma de pipa, preto flanqueado de verde, com uma estrela e crescente amarelos e brocantes (ao centro), partido em asna amarela carregando uma serpente rampante verde, com a rabiola amarela disposta como uma divisa. O significado do brasão é uma provocação aos demais reinos: os ístaros pretender dominar o espaço aéreo, tanto quanto as terras vizinhas.
Eix. Escudo aproximadamente quadrado, partido de branco e preto; brocante, de um no outro, a águia real bicéfala dos eicsos. Tanto a forma do escudo quanto suas cores representam como os eicsos em geral veem seu mundo: sem nuances, ou isso ou aquilo.

domingo, 24 de setembro de 2017

A Guerra das Águas

 

As crianças sempre viviam em clima de guerra, e raro foi um ano passar totalmente em paz. Muitos sabichões tentaram precisar as causas dessa hostilidade, mas só conseguiram descobrir que toda criança parece possuir predisposição para qualquer tipo de combate e que tal natureza bélica é mais evidente em meninos. As guerras parecem ter sido uma das atividades mais populares entre as crianças.

Dizem as lendas que tudo começou com uma bolinha de papel tacada, por ninguém sabe quem, em alguém que parece não ter gostado. Esse único fato gerou a Primeira Guerra das Bolinhas de Papel, também chamada “A Mãe das Batalhas”.

As batalhas foram se tornando mais sofisticadas a cada ano, e todo um arsenal era desenvolvido. Os reinos lançavam-se nos conflitos por qualquer provocação, sem medir consequências. Há registros de Guerras de Espumas de Sabão, de Lama, de Bolas de Neve (famosas guerras sazonais de inverno), de Tinta, de Frutas e Ovos Podres (que podiam empregar frutas e ovos frescos, quando os podres acabavam), de Carrapichos, de Sementes de Mamona, Caroços de Azeitona, Almofadas, Amêndoas, etc., além das nobres e irresistíveis Guerras de Bolinhas de Papel.

Mas os conflitos não se restringiam apenas ao lançamento desordenado das coisas que davam nome à guerra. Nos bastidores dos palácios havia uma complicada rede de espionagem e alcaguetagem que colhia fofocas, espalhava boatos e sabotava os planos dos inimigos. Alguns reinos possuíam até um batalhão de feiticeiros para garantir vitória plena e rápida.

Consta ter havido uma única Guerra das Águas, ao menos em tempos recentes. Oficialmente, ela teve início quando Azei, príncipe ístaro recém-coroado, em viagem diplomática por Landau, foi recebido com um balde de água fria, arremessado por desconhecidos de cima dum prédio. Profundamente irritado, Azei prometeu que iria à forra. Meses depois, ele deu início à guerra, ao invadir o Sul de Landau com grande exército, munido de pistolas aquáticas, metralhadoras de jato d’água e granadas hidráulicas. Foi o estopim para um grande conflito, que rapidamente se espalhou aos demais reinos.

Inicialmente, cada soldado levava às costas um barril de água para garantir que houvesse munição disponível. Mas as primeiras batalhas e o entusiasmo das tropas demonstraram que era necessária uma quantidade maior de água. Quase simultaneamente, os reinos iniciaram a construção de piscinas próximas às zonas de conflito, para abastecer os exércitos. E assim foi levada a guerra, durante cinco anos, sem que qualquer reino obtivesse vantagem significativa.

Até que uma manobra desleal foi tramada por Ístar: o represamento do Lenx, o enorme rio que cruza diversos países em sua viagem ao mar. A tática ístara era dupla, uma vez que, ao mesmo tempo em que impedia que os reinos ribeirinhos renovassem seus estoques aquáticos, ainda possibilitava aos ístaros guardar somente para si a preciosa munição. Quando o Lenx secou, a tramoia dos ístaros foi revelada e a guerra tomou novo rumo. Eicsos, tamatiscos e landaucos tentaram de todas as formas impedir o represamento, fosse diplomática, fosse subversivamente, mas sem êxito. Para piorar a situação, Teres resolveu também represar os rios que nasciam em seu território, sob a alegação de serem patrimônio nacional.

Para que a guerra fosse mantida, os reinos que não tinham nascentes iniciaram a apropriação de poços, lagos, lagunas, lençóis d’água e tudo mais, numa atitude de desespero, declarando-os confiscos de guerra e impedindo o acesso à plebe. Alguns soldados, isolados no campo de batalha, só podiam lutar com o pouco que tinham à mão, o que na maior parte das vezes era o próprio xixi.

O poder de fogo dos reinos montanhosos era, entretanto, indiscutivelmente maior. Ístar demonstrou-o ao tomar de assalto de uma só vez todo o reino de Eix (e dizem que sem derramar uma gota d’água sequer!). No sudoeste tamatisco, Teres iniciava uma série de conquistas, e, ao Norte, Guaipur, que contava com infinitas reservas da terrível água salgada, por arder nos olhos, ocupou a Selúnia e avançou sobre Púrpura.

Mapa do conflito

Mas as consequências não tardaram a ser sentidas. A seca assolou os reinos do Tamatich, Landau e boa parte da Macebólia, arruinando a agricultura e a pecuária. Deu-se início a uma feroz Guerra Civil de Pedras e Cascalhos pelo controle de poços e fontes de água. Nas montanhas, Teres e Ístar experimentaram, por sua vez, as piores enchentes já vistas em todo o mundo, ocasionadas pelo represamento dos rios. As enchentes destruíram fazendas, castelos e cidades, fazendo aparecer terríveis pestes.

O reino que parece ter sofrido menos na guerra foi Guaipur. Esse fato foi largamente utilizado pelos guaipurinos como atestado de vitória, e ainda o é, muito embora os sabichões especializados no evento afirmem que, no cômputo geral, a Guerra das Águas não apresentou vencedor. As razões apresentadas pelos guaipurinos são que seu reino não sofreu enchente; que falta d’água foi um assunto cogitado apenas por aqueles que procuravam desculpas para não tomar banho; e que nenhum outro reino poderia barrar-lhes o avanço para o sul, pois estavam mais equipados e em maior número.

Passados anos após o último combate da guerra, tendo os reinos infantis em sua maioria se recuperado, deu-se início na cidade de Estel del Baixo Goles, no Sul tamatisco, a conferência de paz que viria a ser chamada Trégua Seca.

As consequências mais importantes da Guerra da Águas e da Trégua Seca foram: o enfraquecimento do Tamatich como potência líder do mundo das crianças; a queda da monarquia landauca, vítima da revolução civil que implantou a primeira e, por muito tempo, única república infantil de que se tem notícia; a anexação de Eix ao território ístaro; e a criação das províncias tuteladas, também chamadas províncias-reféns.

Parte do texto acima foi publicado no apêndice A Guerra das Águas, em O Rei Adulto, vol. 1 - Oeste. Compre seu exemplar aqui!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Usando dialetos para representar a variação linguística em mundos de Fantasia

Alguns autores de Fantasia gostam de marcar de forma bem distinta as diferentes culturas de seu mundo. Em alguns casos mais elaborados (leia-se, tolkianescos), essas diferenças podem chegar ao nível linguístico, envolvendo idiomas distintos e/ou dialetos.

Azulejos na Casa do Barreiro, Gemieira, Viana do Castelo, Portugal. Um poema
de Francisco Sá de Miranda. Licença CC BY-SA 3.0, por José Gonçalves.

A história de Tolkien é conhecida: linguista, criou inúmeros idiomas e, posteriormente, uma história épica que os justificasse. Mas o mais comum é que o escritor crie os idiomas pari passu à criação de seu mundo.

Um idioma artificial usado em obra de fantasia e ficção científica tem lá seus atrativos. Mas, a não ser que o autor seja um novo Tolkien, penso que tal criação deva ficar restrita a poucas, específicas frases. Pois o leitor não dominará o idioma artificial usado na história e, em se depararando com longos parágrafos indecifráveis, terá pouca paciência para prosseguir.

Neste caso, acho mais interessante o uso de dialetos e variantes linguísticas, ainda que algumas sejam um tanto artificiais.

Suponha que em um mundo fantástico, o idioma comum seja o Xyplyzd (ou qualquer outro). Todos entendem o Xyplyzd, mas alguns povos o pronunciam de forma ligeiramente diferente, pois imprimem a ele seus sotaques e vícios linguísticos. Um autor minucioso pode criar a gramática do Xyplyzd e escrever todos os diálogos de sua história em Xyplyzd. Mas talvez tenha dificuldade em encontrar leitores interessados em aprender o Xyplyzd para conseguirem entender a história.

Todavia, esse autor pode pensar doutra forma: todos os personagens em seu mundo fantástico entendem o Xyplyzd, mas a história precisa ser escrita para um público lusofalante (ou anglo-, franco-, hispanofalante, etc.). Nesse caso, podemos considerar que todos os diálogos em Xyplyzd estão apenas sendo representados traduzidos para o Português. Essa ideia permite o uso de dialetos do próprio Português como representantes das variantes do idioma imaginário original Xyplyzd.

Note que não há necessidade de que os dialetos empregados sejam existentes no nosso mundo real, pois o gênero Fantasia dá liberdade para a criação não apenas de mundos fantásticos, mas também de recursos linguísticos fantásticos. Esses dialetos podem refletir características dos próprios povos que não usam majoritariamente o idioma comum. Por exemplo, um povo muito isolado e acostumado a viver em carestia pode ter dificuldade de lidar com o conceito do plural, que não existiria em seu próprio idioma (o qual chamaremos de Zyfd); quando se exprimem no idioma comum, esse traço de ausência de plural acaba contaminando sua fala. Assim, se usarmos o Português para representar os diálogos em Xyplyzd, podemos usar frases sem plural ou com plural errado para representar os diálogos em Xyplyzd dos falantes nativos do Zyfd. Esse exemplo apenas serve para representar que os dialetos usados pelo autor não precisam seguir modelos preexistentes do mundo real.

A principal preocupação do autor deve ser criar dialetos e variantes inteligíveis e coerentes entre si. Precisam ser inteligíveis, para que o leitor apreenda o sentido da frase sem muita dificuldade -- justamente por isso, não se usou um idioma puramente artificial. E precisam ser coerentes entre si, pois o leitor irá exigir isso.

Seja quais forem suas escolhas de representação linguística, elas devem ser justificáveis pela própria história. Um personagem pode falar latim corretamente (se tiver anos de estudo formal) ou de forma errada (se vier de classes mais humildes). Mas, por exemplo, se ele é um anjo em missão na Terra não deveria misturar aleatoriamente palavras em português no meio duma invocação supostamente solene em latim, sem que haja um motivo na história que explique isso. Do contrário, o leitor ficará com a sensação de que é o autor quem, de fato, não sabe latim, e não seu personagem.

Em "O Rei Adulto", uso algumas variantes históricas e regionais para representar os idiomas dos reinos infantis. São cinco os principais idiomas (representados por "dialetos"): o nortenho, o sulino, o gandaio, o neotamano e o tammanor. Usei diálogos escritos em cada um deles. Há uma comparação entre esses dialetos aqui. Para manter a coerência, criei um documento com as "regras" de cada um desses dialetos, para me ajudar a separá-los. Feito isso, separei todos os diálogos de um determinado dialeto em um documento próprio (por ex., um documento de diálogos nortenhos, outro para diálogos sulinos, etc). Depois, corrigi todos diálogos de acordo com o conjunto de regras correspondentes. Por fim, após a correção, incorporei diálogo por diálogo, em sua posição devida no livro. Essa descrição pode dar a impressão de ter sido algo muito trabalhoso, mas foi menos do que tentar corrigir os diálogos isoladamente ao longo da história, mesclando regras gramaticais de cada parágrafo à medida que se sucedessem.

Se tiver interesse em verificar o resultado final, adquira seu exemplar de O Rei Adulto. Se já o leu, deixe aqui seus comentários!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Entrevista à revista Divulga Escritor

A entrevista que demos ao Portal Literário foi também publicada na Divulga Escritor - Revista Literária da Lusofonia, edição de setembro de 2017.

A revista é especializada na divulgação de escritores e suas obras. Ela foi criada em setembro de 2013, pela jornalista Shirley M. Cavalcante. Todos os números anteriores da revista podem ser baixados gratuitamente no site do Portal Literário.

O número 29, onde nossa entrevista se encontra, foi dedicado a participantes do IV FLAL. Ele pode ser baixado inteiramente deste endereço.

Abaixo, reproduzimos as páginas dessa entrevista.

(clique para ampliar)
(clique para ampliar)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O estilo de mapas do Google Maps

Há cerca de dois anos, deparei-me com um mapa de Westeros no estilo do Google Maps e fiquei fascinando. Embora o estilo do Google Maps não seja próprio para mundos de Fantasia, sua clareza e estética é bastante cativante. Desde aquele momento, quis produzir algo parecido para o Mundo das Crianças de O Rei Adulto. Mas não sabia nem por onde começar, se fora feito num software, etc.

No ano passado, comecei a experimentar tutoriais de mapas para o Gimp do Cartographers Guild. Após um ano de treino, senti-me confiante para finalmente tentar reproduzir o estilo do Google Maps no Gimp.

(clique para ampliar)
A pista fundamental para entender o design desses mapas é dada por Justin O'Beirne em seu artigo Google Maps & Label Readability: há uma hierarquia de 4 classes para representar os símbolos de cidades e seus rótulos. As cidades são marcadas com círculos sombreados que parecem representações bidimensionais de uma bolinha 3D; o tamanho desse símbolo diminui da primeira à quarta classe, bem como o tamanho do topônimo e seu grau de preto.

Transformei esses símbolos em pincéis para Gimp, que podem ser baixados daqui, caso queira tentar reproduzir o estilo para o seu mapa.

Segue aqui um pequeno, resumido roteiro para ajudar a reproduzir esse estilo:
  • Crie uma camada que representará o fundo de seu mapa. Todas as áreas de mares, lagos e rios devem ter cor #A3CCFF; as áreas de terra (além de ilhas) devem ter cor #F2EFE9. Na camada de fundo, essas são as únicas cores.
  • Acima desta camada, crie uma camada transparente para representar os pântanos. Pinte com um pincel de borda dura todas as áreas de pântanos de seu mundo com a cor #D0D0CC.
  • Acima desta camada, crie uma camada transparente para representar as florestas e áreas verdes (prados, campinas, etc). Novamente, use um pincel de borda dura. Pinte a área das florestas com cor #B3D09D, a área dos campos com cor #D2E4C8. Se quiser representar ainda uma área de vegetação mais árida, use para essas a cor #DFE4C8.
  • Acima desta camada, crie uma camada transparente para representar as colinas e montanhas. Esta é a única camada do Google Maps onde há textura (noutras palavras, não há preenchimento com cor única).  Você pode procurar por texturas de montanhas e dobraduras na internet e aplicá-las às regiões de seu mapa onde elas existem. Antes de aplicá-las, dessature-as, para que fiquem em escala de cinza. Deixe essa camada com opacidade em 30%. Atente para que as montanhas tenham coerência com seus rios.
  • Crie uma camada transparente para as marcações de cidades. Use os pincéis que disponibilizei acima.
  • Abaixo dessa camada, crie uma outra para as estradas. Use duas hierarquias de estradas: as principais devem ter cor #FFC444 com bordas laterais de cor #DB9D11; as estradas secundárias devem ter cor #FBF789 com borda lateral de cor #E9DF86. Para marcar as estradas usei um pincel de borda dura com opção de pincelada suave marcada. As bordas laterais foram feitas com a ferramenta de contornar uma seleção, tamanho 1 pixel, opção anti-serrilhamento marcada.
  • Se quiser marcar fronteiras regionais e/ou nacionais, use uma camada transparente acima da camada de estradas. As fronteiras nacionais são marcadas com cor #666666 e linha sólida; as regionais são marcadas com a mesma cor, porém linha tracejada e mais fina. Em ambos os casos, use anti-serrilhamento ao marcá-las, do contrário ficarão muito brutas.
  • Acima da camada de fronteiras (e abaixo da camada de marcações de cidades), crie um grupo de camadas para guardar os rótulos de topônimos (será mais fácil se deixá-los dentro desse grupo de camadas). Todos os topônimos do Google Maps usam os rótulos da família tipográfica Roboto. Use os tipos de forma coerente com os marcadores de cidades. Para as cidades de primeira e segunda hierarquia use o rótulo com cor #000000; para as de terceira hierarquia use a cor #272626; e para as de quarta hierarquia use a cor #585858. Não esqueça de diminuir o tamanho do rótulo entre as hierarquias. 
  • Para florestas, campos, serras e demais marcos naturais, use Roboto Italic na cor #46820C. Para mares, oceanos e, se quiser, rios, use Roboto Italic na cor #4E82C7.
  • Para os nomes das províncias, use Roboto Medium, sempre em maiúsculas, com cor #90805C.
  • Duplique o grupo de camadas onde se encontram os topônimos e combine todas as camadas desse grupo duplicado, formando uma única camada. Posicione-a abaixo do grupo de camadas de topônimos originais. Faça sobre essa camada duplicada Alfa para a seleção. No menu Selecionar, aumente a seleção em 2 píxeis. Preencha toda essa seleção com a cor branca #FFFFFF. Essa etapa cria uma borda branca brilhante em volta de cada topônimo, que é um dos truques do Google Maps para aumentar a legibilidade.
O tutorial acima é muito simples, mas dá uma pista sobre como recriar o estilo. Após a última etapa, seu mapa estará pronto. Comente abaixo ou escreva-me em particular se tiver dificuldade em reproduzir algum desses passos.

Se você também curte mapas como eu, talvez queira conhecer a Cartographers Guild, veja o vídeo da Lia Rodrigues sobre mapas em livros ou siga a comunidade MapaéTudo no Facebook.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Aventure-se!

Muitas postagens das imagens de divulgação que distribuo pelo Facebook e Instagram usam o mote "Aventure-se" ou variações deste. O mote faz alusão à uma das mensagens do livro O Rei Adulto.

A necessidade de distribuir uma imagem com pouco texto não permite dar o devido crédito às imagens originais usadas em sua composição. Embora as imagens originais sejam distribuídas pela licença CC0, que não requer o crédito ao original, não custa agradecer os autores e referenciar ao seu trabalho.

Essa postagem busca documentar essas imagens de divulgação e apontar seus originais.

Compartilhada no dia 27 de janeiro de 2017.

Imagem original por rihaij.

Modificações: mudança no rótulo da plaquinha e inclusão do logotipo.




Compartilhada em 2 de fevereiro de 2017.

Imagem original por Tom Pickering.

Modificações: inclusão de frase e logotipo.






Compartilhada em 1 de março de 2017.

Imagem original por Gianni Crestani.

Modificações: inclusão de frases e logotipo.




Compartilhada em 26 de março de 2017.

Imagem original por José Ribeiro.

Modificações: inclusão de frases e logotipo.




Compartilhada em 6 de abril de 2017.

Imagem original por Meromex.

Modificações: inclusão de frases e logotipo.



Compartilhada em 12 de maio de 2017.

Imagem original 1 por Anna Gambardela.
Imagem original 2

Modificações: composição da cena, inclusão de frases e logotipo (na blusa preta)

Compartilhada em 31 de maio de 2017.

Imagem original por Dariusz Sankowski.

Modificações: inclusão de capa do ebook na tela do celular; mote; ilustração do capítulo 10 sobreposta como se fosse na imaginação da menina.


Compartilhada em 22 de junho de 2017.

Imagem original por Ridwan Hardjowibowo.

Modificações: cor de fundo, mote na faixa, logotipo no escudo.
Compartilhada em 8 de julho de 2017.

Imagem original 1 de Squeeze.
Imagem original 2 de Pezibear.

Modificações: composição da cena; logotipo na lombada do livro.


Compartilhada em 16 de julho de 2017.

Imagem original 1 por OpenClipart-Vectors.
Imagem original 2 por Open Clip Art Library.

Modificações: composição da cena; logotipo; frases.



Compartilhada em 2 de agosto de 2017.

Imagem original 1 de Clker-Free-Vector-Images.
Imagem original 2 de OpenClipart-Vectors.
Imagem original 3 de OpenClipart-Vectors.

Modificações: composição da cena; logotipo; frases.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Entrevista no Portal Literário


Clique e leia a entrevista que demos ao Portal Literário! A entrevista será publicada na próxima edição da revista Divulga Escritor.

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