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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Resenha de O Rei Adulto no @acervodosnerds

Fernanda, do @acervodosnerds, fez uma bela foto do livro O Rei Adulto em formato digital. Leia abaixo sua resenha sobre o volume 1.

Você também pode curtir seu instagram para mais dicas literárias!

O Rei Adulto pode ser adquirido em formato digital na Amazon, por R$ 5,90, e em formato tradicional impresso, no site da AZO, por R$ 35,00.


《#ResenhaAcervoDosNerds》 ⠀ O Rei Adulto | Helio Jacques | 4🌟 ⠀ Hey, nerds! Para começar a maratona de resenhas, hoje eu trago uma resenha especial de parceria! @oreiadulto obrigada pela confiança e desculpe pela demora nessa resenha 😅 ⠀ O Rei Adulto narra a história de Êisdur, um menino de 11 anos que está à procura de seu irmão, Eisdras que, ao chegar à adolescência, desaparece do mundo infantil. ⠀ Para encontrá-lo, Êisdur decide que deve encontrar o Rei Adulto, a única pessoa que cresceu sem deixar de criança, e a única pessoa que talvez tenha as respostas de para onde as crianças vão e como trazê-las de volta. ⠀ Tendo começado sua busca sozinho, a uma certa altura da estória Êisdur conta com seis companheiros, junto dos quais é nomeado Suprapátria, um título raro dado apenas às crianças com as missões mais vitais. E com esse título, outro problema é adicionado à busca de Êisdur: uma planta vem sendo utilizada pela crianças para aumentar sua imaginação e isso traz graves consequências para seu mundo! ⠀ A trama se passa em mundo comandado pelas crianças, o qual, após atingirem uma certa idade, elas acabam deixando. E é muito fácil de se imaginar nesse mundo quando era criança, sendo princesa, cavaleiro ou um esperto ladrãozinho, imaginando-se combatendo dragões e vilões. ⠀ Mas a história, apesar de tratar obviamente de crianças e seu mundo incrível, traz todo um contexto político, geográfico e linguístico, com cada região desse mundo falando um dialeto diferente do mesmo idioma. Inclusive tiveram algumas partes escritas em um português mais arcaico que eu demorei um bocado para conseguir entender o que estava sendo dito (acontece né?). ⠀ Apesar das pequenas dificuldades linguísticas, o livro é muito gostoso de se ler e você realmente se sente uma criança novamente e traz aquela velha lição do "não abandone a criança dentro de você" que nós sempre proferimos mas nunca cumprimos. Portanto, deixo aqui minha indicação desse livro espetacular que espero que leiam ❤️
Uma publicação compartilhada por Acervo dos Nerds • Nanda (@acervodosnerds) em

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Os Cinco do Ciclo: um encontro entre a antiguidade clássica e os dias atuais


Recentemente terminei a leitura de "Os Cinco do Ciclo", de Elias Flamel. Faço aqui uma resenha sobre os principais pontos dessa interessante e original obra e sobre por que a recomendo. Como toda resenha, algum spoiler é inevitável, mas busquei reduzi-los ao mínimo, trazendo mais minha interpretação.

Em "Os Cinco do Ciclo", somos levados conhecer a rotina de uma pequena vila chamada Keltoi, liderada por Yosef, um líder humilde, que busca dedicar-se à vida comunitária e à sua família. Yosef é casado com Morgiana e teve com ela 3 filhos: os jovens adultos Hitalo e Yohan, e o temporão, ainda bebê, Julian. Keltoi vive basicamente do cultivo do centeio embora tenha também alguns outros produtos de grande valor: os derivados do centeio, como a cerveja, e árvores raras, de uma madeira nobre e avermelhada.

Trata-se de uma pequena vila, com aldeães pacatos, que buscam viver da terra em perfeita harmonia com seu ambiente. Mas Keltoi é também uma colônia de um grande império chamado Numitor. Sua conquista foi relativamente recente, ainda aos primeiros anos da liderança de Yosef. Como tributo, deve a Numitor uma fração de todo o centeio colhido. Yosef pessoalmente viaja à capital do império para entregar os tributos todos os anos.

Numitor é insaciável. Os tributos aumentam anualmente, exigindo mais sacrifício de suas colônias. Algumas revoltam-se. Essa é a vontade do filho mais velho de Yosef, Hitalo. Mas o pai teme as consequências da afronta à Numitor, e tenta continuar a pagar os tributos anuais. Numa dessas idas à capital do Império, Yosef ouve acerca de uma nova religião que se dissemina pelas terras de Numitor. Trata-se do culto ao Deus Único. Os boatos são desencontrados, mas sugerem que seus seguidores são fanáticos, que querem se impor aos demais cultos, nem que seja preciso destruir povos inteiros. Yosef teme que os seguidores do Deus Único logo cheguem a Keltoi e teme por seus familiares e liderados. Pois Keltoi possui um panteão de deuses, cinco para ser mais preciso, os chamados Cinco do Ciclo. Dizem que o próprio imperador de Numitor se converteu ao Deus Único, de modo que Keltoi e seu modo de vida correm perigo.

Ainda que impotente ante as situações do destino, Yosef tenta buscar ajuda para seu povo. Mas quem os ajudará? Quem se lembra de uma aldeia pequena, perdida no fim dos mapas do mundo? O que fazer quando o próprio imperador promove uma fé única? A história prossegue e ao fim o leitor é preparado para o advento de Hitalo, como o próximo líder de Keltoi, destinado a lutar pelos seus conterrâneos.



Elias Flamel é o pseudônimo de Wesley Nunes, um jovem autor brasileiro. Os Cinco do Ciclo é seu segundo livro.

Sua escrita é fluida e muito bem estruturada. Ao fim do livro, fica claro o planejamento global que o autor impôs, apresentando aos poucos Yosef e sua família, Yosef e sua vila, os deveres de Keltoi, o império e sua história, o conflito de culturas, a busca de Yosef e o advento de Hitalo, que prepara uma continuação. A história é toda narrada em primeira pessoa, pelo próprio Yosef.

O autor tem uma grande capacidade para descrever cenários; não de modo tedioso, mas sim vívido, cheio de ação cotidiana, que ajuda a transportar o leitor.

Um pouco de atenção permite perceber que o império é um clone da antiga Roma. E, de fato, vários povos estão lá: gregos, celtas, vikings, persas; todos subjugados por Numitor, que representa uma Roma Magna numa Terra Alternativa, em que as legiões da península itálica construíram um império muito maior do que aquele dos nossos livros de história.

Keltoi e Numitor, as duas localidades da história, formam uma dupla de opostos fundamentais: a colonia e o império; a vida comunitária e a metropolitana; uma produz e a outra espolia. Embora a dualidade seja a origem do conflito de opostos, ela é usada pelo autor para abordar questões muito mais atuais, como o imperialismo, a globalização, o fanatismo, o direito à terra e à liberdade. Isso não é feito de forma ostensiva, muito menos panfletária. São conceitos que flutuam tenuamente em nosso espírito, como consequência dos conflitos narrados na história, os quais também existem em nossa própria sociedade. A madeira vermelha das árvores de Keltoi lembra muito o nosso pau-brasil; o avanço implacável da fé no Deus Único me fez pensar na globalização promovida pelo império, que ataca e elimina a cultura dos povos colonizados. Ao fim do livro, tive a sensação de que Keltoi é aqui!

Em minha avaliação, o único ponto fraco, ou melhor a única coisa que me desagradou, foi que a personalidade de Yosef acabou muito contaminada pela dualidade da história, o que o tornou um personagem pouco cativante aos meus olhos. Dado a capacidade do autor para descrever situações, parece-me que esse problema não existiria se a história fosse narrada em terceira pessoa, libertando Yosef para que esse fosse um personagem dedicado aos seus conflitos e não o narrador.

Os Cinco do Ciclo está atualmente disponível apenas em versão digital e pode ser adquirido aqui.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Baixe os mapas do livro!

Os mapas que acompanham O Rei Adulto são muito importantes para permitir um melhor acompanhamento da história.

Tanto na versão digital, quanto na edição impressa, os mapas ficam muito pequenos, devido à limitação desses meios.

Por isso, você, leitor, talvez prefira baixá-los com maior resolução abaixo. Clique nos mapas para ampliá-los e baixá-los.


Mapa geral, que apresenta os reinos infantis e o "Mundo dos que se foram" a norte do Rio das Lágrimas. A história começa no canto inferior esquerdodeste mapa. Os limites tracejados indicam o mapa ampliado correspondente que deve ser consultado.

Oeste de Teres e Sul de Guaipur. A cidade natal do protagonista, Párnon, pode ser vista no canto superior direito. Mas o Capítulo 1 se inicia em Baltar, no canto inferior esquerdo.

Leste de Teres. Mapa que corresponde aos eventos dos Capítulos 3 até 10. As cidades visitadas são: Sanjana, Calpulcra, Iátavra, Estel, Paço e Evena.

A Macebólia e a Grande Floresta de Grínkor. Este mapa corresponde aos eventos dos Capítulos 11 até 20. As cidades visitadas são: Estel, Evena, Viscaia, Lampur, Árbus, Ybyraoketá e Lyrnyra.

Eix e Ístar. Este mapa corresponde aos eventos do vol. 2, ainda inédito, porém no volume 1 há referência a locais que aí se encontram.

sábado, 20 de janeiro de 2018

O Rei Adulto, em números

Manuscrito de O Rei Adulto
Eis alguns números relacionados a O Rei Adulto.

A história completa corresponde a
495 laudas tamanho A4, com 241 mil palavras, quase 1,5 milhão de caracteres.

Ela foi dividida em 2 volumes. Apenas o primeiro deles já foi publicado, com 354 páginas no formato 16 × 23.

Ela contém:
  • 42 capítulos e um epílogo.
  • 11 apêndices, que inclui um pequeno glossário.
  • 6 mapas
  • 206 personagens, sendo 15 principais e 60 secundários
  • 42 "raças" de seres fantásticos;
  • 182 topônimos, entre nomes de reinos, províncias, cidades e acidentes geográficos
  • 48 termos únicos à história (gentílicos, eventos do passado, etc). 
Os eventos narrados se desenrolam ao longo de, aproximadamente, 150 dias. Aqueles do volume 1 correspondem a 48 dias de aventura.

O tempo de escrita foi aproximadamente 10 anos, entre 1991 e 2001.

O preço atual do ebook  é R$ 5,90, e do livro impresso, R$ 35,00. E por falar nisso, você já adquiriu seu exemplar? :)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Influências do Esperanto em O Rei Adulto

Muitos brasileiros já ouviram algo sobre o Esperanto. Alguns são capazes de apontar corretamente que se trata de um idioma artificial, mas imaginam que foi criado para substituir os demais. Ao contrário desse objetivo totalitarista, o Esperanto foi criado por Lázaro Zamenhof em 1887 para servir como linguagem auxiliar, comum a toda a humanidade, que permitisse a comunicação igualitária entre povos de línguas distintas, sem substituir os idiomas locais.

Lázaro Luís Zamenhof,
Criador do Esperanto.
Trata-se de um idioma criado para ser simples, de modo a facilitar seu aprendizado por todos. Entre as diversas características que o tornam um idioma fácil, cito: ele tem apenas 16 regras principais; a escrita é fonética, isto é, cada letra corresponde a um único som; não há verbos, casos ou plurais irregulares e a conjugação verbal é muito simplificada; novas palavras podem ser facilmente formadas por derivação afixal ou aglutinação de radicais já existentes no idioma.

O Esperanto parece ter apelo para escritores de Fantasia. O fato de ser um idioma construído o mais bem sucedido de todos não tem como não chamar a atenção de escritores afeitos à construção de mundos, a começar pelo próprio Tolkien, que em pelo menos duas ocasiões demonstrou interesse pelo Esperanto. Também foi usado ou mencionado em vários livros, filmes e músicas, fazendo parte da cultura popular ora como um idioma exótico, ora como idioma futurista.

Uma quadra de selos brasileiros, de 1936,
que comemora o Nono Congresso Brasileiro
de Esperanto.
Aprendi Esperanto quando tinha 16 anos, através do livro Método Elementar de Esperanto, de Carlos Torres Pastorino, que eu havia encontrado na biblioteca do Colégio Naval. Eu já sabia algo sobre o idioma porque colecionava selos, e muitos selos brasileiros de meados do século XX comemoravam congressos esperantistas. O idioma me fascinou desde o começo, especialmente por sua simplicidade que não afetava em nada sua expressividade. Nos anos seguintes, segui estudando-o através de outros livros que encontrava em sebos. A "prova dos nove" veio três anos depois, quando visitei a Associação Esperantista do Rio de Janeiro, numa tarde de sábado. Eu ia em busca de um dicionário, mas cheguei na hora em que haveria uma palestra de Sylla Chaves. Os esperantistas presentes convenceram-me a ficar para assisti-la. Foi o que faltava para me convencer da facilidade do idioma: consegui compreender o Esperanto falado, mesmo sem nunca tê-lo ouvido antes.

O que mais apreciei no Esperanto foi que ele me ajudou a entender melhor a estrutura do próprio Português e ainda hoje me ajuda a aprender outros idiomas. Sua construção frasal demanda um maior apego à lógica (para evitar as expressões idiomáticas) e passou a ser-me frequente pensar no papel sintático de uma expressão em Português a partir de seu análogo esperantista.

Sendo um idioma que me acompanha desde a adolescência, alguns traços de sua influência se encontram em O Rei Adulto, a começar por sua filosofia central que busca permitir a comunicação de povos com culturas diferentes:

As crianças tentavam comunicar-lhe ideias básicas, mas nada conseguiam. Wáldron era o mais angustiado: não aceitava que pessoas pudessem deixar de se conhecer simplesmente porque não falavam o mesmo idioma. (O Rei Adulto, Cap. 41)

As demais influências surgem na etimologia de palavras e nomes de personagens:
  1. No Capítulo 32, Srívenc diz que Guaipur é governado por dois irmãos: Marnado e Maramanta. Marnado é um hibridismo de "maro" (em Esperanto, 'mar') e nado (em Português medieval, 'nascido'), construído segundo a regra de formação de palavras em Esperanto, com o sentido vago de "nascido no mar". Já Maramanta vem do Esperanto "Maramanto", 'aquele que ama o mar'.
  2. No Capítulo 40, um personagem tem o sobrenome Monavida. Em Esperanto, essa palavra significa 'ávido por dinheiro'. A própria cidade onde ele mora se chama Noviurbo, que é um hibridismo de Latim e Esperanto que significa "Nova Cidade".
  3. O nome da cidade Truplena, visitada pelos crianças no Capítulo 37,  significa "cheia de buracos" em Esperanto.
  4. Algumas cidades menores, que não fazem parte da história mas podem ser vistas nos mapas, têm seus nomes derivados total ou parcialmente do Esperanto: Trustenda (do Inglês Trust + Esperanto -enda, com significado composto de "na qual se deve confiar"); Durivêroi (em Esperanto, "dois rios"), situada entre os rios Flafir e do Alimão; Inda Vidi (em Esperanto, "digna de ver"), junto às Cataratas do rio Lennx.
Mas talvez a maior influência do Esperanto em mim tenha sido o amor às palavras e à linguística. Não há como ser esperantista e não apreciar a riqueza cultural que as línguas têm.

Cheguei inclusive a começar a traduzir ao Esperanto O Rei Adulto (La Reĝo Plenkreska), com vistas a permitir que um de meus correspondentes conhecesse a história. A primeira página dessa tradução pode dar uma impressão geral do idioma:



Você quer aprender mais sobre o Esperanto? Você pode começar por esse curso online gratuito.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

As ordens de cavalaria

Houve um tempo em que as ordens de cavalaria eram numerosas no Mundo Mirim. Isso foi muito antes da Guerra das Águas, antes mesmo da unificação do Tamatich. As principais cidades tinham suas ordens e guildas de fidalguia, ápice de reconhecimento ao qual almejavam crianças desde pequenas.

Os tempos, contudo, são outros. E os interesses das crianças também mudaram. Muitas ainda têm os olhos a brilhar quando pensam na cavalaria, mas poucas se candidatam aos longos e estrenuantes treinos. É mais fácil brincar de bandido e mocinho...

No tempo da busca de Êisdur Árland pelo Rei Adulto, havia apenas quatro grandes ordens de cavalaria no Mundo Mirim: a Ordem dos Cavaleiros de Baltar, a Ordem dos Cavaleiros de Lize, os Cavaleiros Azuis e a Mui Leal Ordem. As duas primeiras eram as ordens oficiais dos reinos de Teres e Ístar, enquanto as duas outras tinham sede no Tamatich, nas cidades de Doma e Verna, respectivamente.

O caminho para tornar-se um cavaleiro era árduo. Para habilitar-se ao título, a criança servia antes como escudeiro de um outro cavaleiro a partir dos 6 anos, depois como pajem, a partir dos 9 anos. A idade mínima para ser nomeado cavaleiro era 11 anos, mas a maioria só o conseguia após os 12 anos, pois era preciso provar seu valor com grandes feitos. 

A acolada: cerimônia de investidura de um cavaleiro.

A cerimônia de investidura de um novo cavaleiro era chamada de "acolada". Podia ser presidida por um príncipe/princesa, ou pelo prior da respectiva ordem. O cavaleiro deveria proferir o juramento aos ideais da ordem, reconhecendo que perderia o título caso quebrasse seus votos.

Uma versão mais simples da acolada era também realizada nas cerimônias de sagração de suprapátrias e buscandantes. Apenas o regente de um reino poderia sagrar suprapátrias; mas todo prefeito de cidade ou suprapátria poderiam sagrar buscandantes. Wáldron preside uma cerimônia desse último tipo no capítulo XIX de O Rei Adulto:

— Convenhamos, Amanara! — replicou Wáldron. — Nossa palavra não convencerá ninguém!
— A minha não... A tua sim! És suprapátria e, como tal, podes nomear buscandantes.

Harsínu Sterinax, Cavaleiro de Baltar
Uma vez nomeado, o cavaleiro poderia tomar cores e um símbolo para identificá-lo, se sua fratria já não os tivesse. Ao ser investido, Harsínu tomou o azul, da Ordem de Baltar, e juntou-o ao unicórnio dourado, para representar sua posição como Cavaleiro de Baltar e Guardião da Honra do Tamatich. Esse último título, de fato, é um grau honorário da Mui Leal Ordem, concedido a todos os que prestaram grandes serviços à coroa tamatisca.

Os cavaleiros faziam jus ao tratamento de "Vossa Valentia", em deferência aos feitos prodigiosos que os alçaram ao título.

Embora não fosse comum, havia também cavaleiras, inclusive na tradicionalíssima Mui Leal Ordem. Conta-se que, num passado remoto, uma ordem inteira de meninas combatentes foi instituída em Eix. Chamava-se Legião Amazônida. Não é à toa que a alma guerreira nunca abandonou as eicsas, mesmo após sua legião ser dissolvida.

Contudo, a maioria das meninas preferia juntar-se às ordens secretas da natureza, sagrando-se sacerdotisas, astromantes ou druidas.

Além das ordens de cavalaria, havia outros grupos nelas inspirados, embora com alcance mais limitado, tais como, por exemplo, a Guarda de Meninos-Arqueiros (Cap. 1), a Patrulha dos Prados (Cap. 5) e a Milícia Eicsa (Cap. 23). Alguns desses grupos empregavam a acolada e tinham graus hierárquicos tão detalhados como os das ordens de cavalaria.

Em todos esses casos, as ordens de cavalaria e grupos similares serviam a um propósito nobre: permitiam que as crianças se aventurassem felizes e adiassem a vinda do tédio juntamente com a adolescência, que as levaria para o outro lado do Rio das Lágrimas.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O lançamento do volume 1 de "O Rei Adulto"

No dia 20 de dezembro, ocorreu o evento de lançamento do volume 1 de O Rei Adulto, no Observatório do Valongo, instituição onde trabalho.


Essa edição foi publicada pela AZO Agência Literária e corresponde à primeira metade da história completa. Esperamos que a publicação da conclusão seja possível em breve.

Gostaria de agradecer ao Fernando Cardoso e Mariana Carbas, da AZO, bem como ao meu primo Flávio da Silva Costa, que apoiaram e tornaram possível essa edição.

O evento foi prestigiado por cerca de 60 pessoas, entre professores, alunos, amigos e familiares. Todos puderam brindar com a célebre sangria Dragão Festeiro, feita com uvas colhidas nos Montes Baixos, em Teres.

Veja abaixo algumas fotos do evento. E não se esqueça de reservar em exemplar!